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O USO DO CINEMA COMO FORMA DE PROPAGANDA POLÍTICA EM ROCKY IV


 

LEPH - Revista Me Conta Essa História Jul. 2020 Ano I Nº 007 ISSN - 2675-3340 UFJ.

 

Por Ana Beatriz Ferreira Marques


[1] Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

 

RESUMO


O cinema propagandístico durante a Guerra Fria foi fundamental como gerador de opiniões. Em Hollywood, por exemplo, temos filmes importantes para criar uma imagem antagônica do homem soviético (Rocky IV) e, consequentemente da URSS. No entanto apesar da análise do filme Rocky IV parecer um tema muito específico, podemos perceber que a relação entre cinema e política acontece em vários períodos da história mundial. Nesse sentido, a partir desse artigo, pode-se entender o macro através do micro. Ou seja, fica de fácil compreensão a influência do cenário político no cinema em diversos momentos da história. O artigo tem como objetivo principal demonstrar uma relação direta entre manipulação das massas e cinema propagandístico hollywoodiano durante a Guerra Fria, a partir de objetivos específicos como: a análise da cosmovisão estadunidense no filme “Rocky IV”, a análise comparativa entre o cinema hollywoodiano da época e o cinema soviético, além de uma investigação acerca do contexto histórico do objeto de estudo.

Palavras chave: Guerra Fria, cinema hollywoodiano, propaganda política, american way of life, jornada do herói, homem soviético.

 

Para analisar o filme “Rocky IV” é necessário utilizar como base teórica o texto de Douglas Kellner “A cultura da mídia e o triunfo do espetáculo” para, em seguida, discorrer acerca não somente do contexto histórico em que a película foi lançada, mas também sobre o nascimento de Hollywood e sua fórmula do sucesso.


No artigo de Kellner, pode-se estabelecer uma relação direta entre a mídia e a sociedade. De acordo com ele:

A vida político-social também é cada vez mais moldada pelo espetáculo. Os conflitos sociais e políticos estão cada vez mais presentes nas telas da cultura da mídia, que apresentam os espetáculos de casos sensacionalistas de assassinatos, bombardeios terroristas, escândalos sexuais envolvendo celebridades e políticos, bem como a crescente violência da atualidade. A cultura da mídia não aborda apenas os grandes momentos da vida comum, mas proporciona também material ainda mais farto para as fantasias e sonhos, modelando o pensamento, o comportamento e as identidades(...) Baseado neste conceito, argumento que espetáculos são aqueles fenômenos de cultura da mídia que representam os valores básicos da sociedade contemporânea, determinam o comportamento dos indivíduos e dramatizam suas controvérsias e lutas, tanto quanto seus modelos para a solução de conflitos. (KELLNER, Ano Vi, p.5)

Dessa forma, entende-se que a mídia, cada vez mais, consegue transformar ações comuns em grandes espetáculos e, a partir disso, cumpre seu papel de modeladora de pensamento, comportamento e identidade. O autor, para ilustrar essa teoria de Guy Debord, dá exemplos como a moda, a arquitetura e o esporte.


De acordo com Michelly Silva:

Ao estudarmos filmes considerados de propaganda é possível perceber também como esta mídia pode ser um grande veículo de mensagens políticas. O seu discurso juntamente com o uso de suas imagens para fins políticos faz desse meio um exemplo das ideologias, costumes e das mentalidades coletivas de uma época e de um povo. (SILVA, 2013. P.9)

Além disso, é importante ressaltar o pensamento do historiador Marc Ferro, o qual acredita na utilização do cinema como fonte primária de uma análise da sociedade. Já que o mesmo se torna uma fonte de formação de nossa cultura audiovisual. Ou seja, assim como documentos escritos, o cinema é uma ferramenta importante para analisarmos as imparcialidades de determinado tempo. No filme escolhido, por exemplo, veremos a visão norte-americana durante a Guerra Fria sobre os homens soviéticos pautada em uma dicotomia entre o bem x mal.


A partir dessa base teórica, pode-se discorrer sobre o cinema hollywoodiano e sua fórmula de sucesso. Hollywood “nasceu” no século XX após pressões de ligas puritanas, as quais acusavam o cinema estadunidense de corromper a juventude da época. Por conta desse fator, os estúdios de filmagem, os quais localizavam-se em Nova Iorque e Filadélfia, por exemplo, acabam mudando para a região de Los Angeles, mais precisamente para Hollywoodland (que logo trocaria para Hollywood). Cabe ressaltar que, como consequência desse momento, tem-se um esquema cinematográfico adequado, cada vez mais, à uma visão capitalista de lucro, nesse sentido, houve um processo de especialização e racionalização:

É dentro dessa lógica que os responsáveis pelos estúdios de Hollywood perceberam que, fazendo vários filmes do mesmo gênero por ano, dentro de determinadas fórmulas, poderiam economizar tempo e dinheiro, pois utilizariam os mesmos cenários e figurinos [...] Por outro lado, os espectadores sabiam o que esperar de um filme de determinado gênero, porque já estavam familiarizados com o ambiente e assunto tratado, de modo que o sucesso de cada novo filme era ensejado pela popularidade dos filmes anteriores (PEREIRA, 2012, p.182)

Após essa síntese do cinema hollywoodiano, é preciso desenvolver o conceito de “jornada do herói”, de Joseph Campbell, que será utilizado no filme “Rocky IV”. De acordo com o autor, muitos filmes utilizam-se dessa jornada como base para o enredo do personagem principal, para ele esse conceito pode ser dividido em doze partes. Entre as mais importantes, podemos citar: 1. O chamado, 3. A partida, 5. Abordagem, 6. Crise, 7. Recompensa. O número um designa o momento em que o personagem principal seria “chamado” para essa nova “aventura”, já a parte três está relacionada ao instante em que ele parte para o desafio. Os itens cinco, seis e sete possuem relação com o grande inimigo da narrativa. Dessa forma, a passagem cinco seria o momento em que haveria o confronto entre o bem e o mal, ou seja, entre o personagem principal e seu inimigo, o seis seria o momento de crise do personagem por conta dessa disputa, já o sete, como o nome diz, é caracterizado pela hora da recompensa pós-disputa.


“Rocky IV” é produzido durante os últimos anos da Guerra Fria, período que vai de 1945 até 1991, com a queda do muro de Berlim. Tal guerra, está relacionada com a disputa ideológica das duas maiores potências da época: de um lado temos a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a qual apresenta uma ideologia socialista, do outro temos os EUA baseado em uma ideologia capitalista. Os dois países saem da Segunda Guerra Mundial (1939-45) muito mais fortes do que entram devido suas vitórias contra as forças do Eixo e, a partir do fim da guerra, iniciam essa nova disputa um contra o outro. Importante ressaltar que o conflito é muito bem representado no cinema da época. Enquanto temos um cinema soviético pautado na propaganda política por conta da criação da Proletcult, o cinema estadunidense torna-se um difusor do american way of life e do anticomunismo.


A Proletcult, abreviatura de cultura proletária (пролетарская культура), criada em setembro de 1917, teve como objetivo a reformulação da cultura russa através das artes do proletariado, ou seja, a arte feita pelos próprios proletários, já que a antiga forma cultural tinha como base a burguesia, sendo totalmente contrária ao governo pós-revolucionário vigente e sua ideologia. Os artistas acreditavam que a arte se localizava no centro da vida social, fazendo com que pudesse ser utilizada como um elemento central de transformação da sociedade.


A partir do reconhecimento da URSS por diversos países, a indústria cinematográfica começou a se normalizar, em consequência disso foram produzidos 69 filmes em 1924 (CARVALHO, 2011, p.7). Com a popularização do cinema na União Soviética, o debate sobre sua influência ideológica e nova forma de "educação das massas" alcança cada vez mais destaque, chegando a manchetes de jornais e revistas. Pode-se dizer que apesar de cada vez mais a sétima arte apresentar temas ideológicos relacionados à URSS, ainda existia uma liberdade de opinião, totalmente diferente do período que tange a liderança de Stalin (1924-1953). Dessa forma, grupos como o Proletcult tentavam disseminar cada vez mais os ideais soviéticos no âmbito de "educar a população".


Ao contrário dos filmes soviéticos, o cinema estadunidense, como dito anteriormente, é pautado na disseminação do anticomunismo e do american way of life. De acordo com Alexandre Busko Valim:

Ainda que o sentido da expressão tenha variado de acordo com o contexto e com o objetivo em que foi utilizada, em linhas gerais o American way of life representou a crença na superioridade da democracia em moldes estadunidenses, na Providência Divina, no direito à propriedade privada e na livre concorrência econômica. (VALIM, 2006, p.17)

Além disso, podemos notar uma diferença importante entre os dois cinemas. Enquanto vemos um enredo de filmes soviéticos pautado na recusa de um herói individual, ou seja, o uso do coletivo como herói, o cinema estadunidense utiliza a todo momento o herói individual como base de seus filmes. Talvez isso seja pautado pela visão de mundo de cada lugar, coletivo pelos soviéticos e individual pelos estadunidenses.


Para exemplificar tal observação, pode-se utilizar o filme da URSS, “A greve”. Com a recusa do herói individual, a mensagem ideológica passada fica cada vez mais clara. O filme traz ao espectador a vontade de lutar junto com os personagens pela liberdade, já que o filme faz recordar o passado czarista da Rússia, o qual, para a maioria da população, era extremamente cruel. Assim cria-se dois lados opostos e antagônicos: o passado do mal representado pelo czarismo - e a polícia opressora desse período - e o presente (e futuro) do bem representado pela liderança de Lenin e os proletariados. Ou seja, o filme é uma pura propaganda marxista, uma "educação" voltada para as massas. "A greve", como já se era esperado, foi bem recebida pelo governo e entre os meios oficiais.


Já a película americana, feita nos últimos anos da Guerra Fria, tem como ator principal e diretor Sylvester Stallone. Ele participou também de filmes como Rambo em que apresenta, assim como Rocky IV, uma visão de mundo pautada na cosmovisão entre o bem X mal. Mas enquanto temos na película de 1985 um olhar entre EUA (o bem) X URSS (o mal), em Rambo temos os EUA X Vietnã. Em seu artigo, Clara Regina de Almeida indica que:

Nos filmes norte-americanos, de maneira geral, encontramos quase sempre em seu conteúdo, teorias e metodologias específicas que serão utilizadas de alguma forma para legitimar alguma força política ou intelectual. Exemplificando esta afirmação, basta observar que em toda a Trilogia em momento algum conseguimos observar a tradução da língua russa ou norte-coreana, não conseguimos perceber também expressão nos personagens comunistas, de forma que as representações acerca do comunista são quase que “caricaturescas”, sempre marcadas com cicatrizes e deformações físicas, ou seja, eles são o mal. Diante dessa relação dialógica, entre o bem e o mal, percebemos que essa película, representa a idéia norte-americana de coisificação do outro e da xenofobia já inserida no cinema hollywoodiano desde a década de 1940, na qual tudo o que é externo e desconhecido e que causa medo, deve ser afastado da sociedade, exatamente como tentou fazer o Murdock em Rambo: programado para matar. (ALMEIDA, 2012, p.3)

Visualiza-se, então, uma relação entre os filmes em que Sylvester Stallone atua, películas pautadas em uma propaganda política forte durante o período de Guerra Fria e, consequentemente, em uma dicotomia de mundo.


Após a introdução redigida acerca do cinema hollywoodiano e suas características, além de uma comparação feita entre o cinema soviético e o estadunidense e da importância de estudar cinema como forma de documento histórico, pode-se, a partir dos conceitos vistos anteriormente, analisar com um olhar historiográfico o filme de 1985 “Rocky IV”.


A película faz parte de uma franquia, a qual conta a vida do lutador estadunidense de boxe Rocky através de suas lutas mais icônicas. No quarto filme, Ivan Drago, um lutador soviético, vai até os Estados Unidos para lutar contra o protagonista, no entanto antes disso, Drago aceita participar de uma luta de exibição contra Apollo Creed, grande amigo do personagem principal. Durante a exibição, Ivan acaba matando Creed a sangue frio enquanto Rocky assiste a tudo (parte um da jornada do herói). Vemos, então, o protagonista se preparando para essa luta com grande cunho emocional contra o esportista soviético.


O filme começa com a imagem de duas luvas, uma americana e outra soviética e a explosão das duas. Ou seja, temos já no início do longa, uma questão importante que se relaciona com a Guerra Fria: o perigo eminente da bomba atômica nas mãos das duas grandes potências da época.

Figura 1: Luva representando os Estados Unidos e luva representando a União Soviética


Na primeira parte da película temos a reapresentação dos personagens da franquia, mostrando a nós espectadores o que mudou entre “Rocky III” e “Rocky IV”. Percebe-se também a introdução de novos personagens, como uma robô, a qual demonstra a evolução tecnológica americana e também remete à corrida espacial, grande característica da Guerra Fria, onde ocorre uma disputa entre as duas grandes potências para chegar ao espaço primeiro.


Além disso, vemos uma família do protagonista perfeita com base no american way of life. Tem-se a esposa, a qual é completamente apaixonada por Rocky e o apoia sempre e seu filho, o qual tem grande admiração pelo pai e vê nele um modelo a se seguir. No núcleo de amigos e treinadores, nos é apresentado Apollo Creed, o mesmo em que nos filmes anteriores da franquia (“Rocky I”, “Rocky II”) era o inimigo do protagonista. A partir disso, nota-se então, a representação da união dos povos americanos (Rocky um homem branco descendente de italianos e Creed um homem negro afrodescendente) para lutar contra um mal maior, o homem soviético e sua frieza.

Outro ponto importante que o filme abarca é o uso de anabolizantes pelos esportistas soviéticos e suas trapaças. Em uma das entrevistas de imprensa feita à Drago, um jornalista questiona ao treinador sobre o uso de anabolizantes e o treinador nega. No entanto, vemos no momento do treinamento de Ivan para a luta contra Rocky, a injeção de anabolizantes.


O longa também faz um contraponto entre o homem soviético e o homem estadunidense. Enquanto vemos Rocky sempre sorrindo, fazendo piadas e com um bom humor, temos a construção da visão do soviético como um homem frio, sem sentimentos. Tal afirmação é percebida quando Drago mata Apollo Creed no ringue e não esboça nenhuma emoção, além da mulher de Ivan quando vê essa cena vibra. O filme consegue ir além e demonstra um olhar de indivíduo maléfico sobre os habitantes da URSS.

Sobre a caracterização dos personagens, Ramon Rivas ressalta

O personagem Apollo Creed interpretado por Carl Weathers e presente nos dois primeiros filmes da saga possui uma identidade que é estabelecida no filme entre a personalidade do personagem Apollo e os EUA. Durante toda saga o mesmo sempre tinha semelhanças com a própria nação esboçando ideais como o “sonho americano”, a terra da oportunidade, indo para o ringue vestido como George Washington ou sempre lutando com abandeira norte-americana estampada no calção. Neste filme não foi diferente, já que foi para a luta vestido como “Tio Sam”. Na película Apollo se reveste de uma “responsabilidade” que os Estados Unidos constantemente intitulam para si, seja na Doutrina Monroe em relação à América latina ou na Segunda Guerra Mundial perante todo o planeta. E Ivan Drago também tem sua personalidade assemelhada com a própria União Soviética, ou melhor, com a visão estereotipada que o cinema hollywoodiano fazia constantemente sobre os Russos. (RIVAS, 2015, p.31)

Creed no filme, acaba se tornando um mártir após sua morte. Apollo significaria então a derrota dos Estados Unidos para a União Soviética. Seus diálogos servem como uma personificação dos EUA durante a Guerra Fria e incitam uma rivalidade entre as duas potências a todo momento. Apollo tem frases como: “Com ajuda do Rocky e da imprensa podemos mostrar que eles [soviéticos] não prestam”; “Temos que estar no meio da arena porque somos guerreiros. E sem um desafio, sem uma guerra para lutar, então é melhor que os guerreiros estejam mortos” e “Isso não é só uma luta de exibição, somos nós contra eles”.


Já no meio do filme, temos a parte três da jornada do herói, ou seja, a partida. Rocky vai à URSS para treinar para seu grande desafio, a luta contra Ivan Drago. Nesse momento, assistimos novamente um contraponto entre o homem soviético e o homem estadunidense. Ao mesmo tempo que vemos o treinamento de Drago completamente dependente da tecnologia e do uso de anabolizantes, vemos Rocky e sua simplicidade: correndo na neve, levantando peso com pedras e, o mais importante, segurando atrás de sua cabeça um tronco de árvore remetendo, assim, o momento de crucificação de Jesus Cristo. Nesse sentido, fica cada vez mais claro a visão que a película tenta passar de bem X mal ou, até mesmo, de Jesus Cristo (Rocky) X Diabo (Drago).


O momento cinco da jornada do herói fica por conta da luta entre Drago e Rocky. Nessa cena, temos a narração do locutor, o qual apresenta frases importantes para entendermos cada vez mais qual a mensagem que o filme pretende passar aos espectadores. Dentre essas frases, pode-se citar: “É o verdadeiro caso de Davi e Golias aqui”, história que faz parte da Bíblia onde Golias um guerreiro gigante, forte e poderoso acaba sendo derrotado e morto por Davi. Drago, então, também seria a personificação de Golias: com uma estatura maior que Rocky e temido por conta do assassinato de Apollo Creed.

Figura 2: Imagem imponente de Ivan Drago


Durante a luta e seus inúmeros rounds, vemos uma plateia soviética, que no começo vaiava o personagem principal, mudando de lado e torcendo para o esportista estadunidense. Assim, percebe-se a alusão aos sistemas ideológicos da época. Uma nação soviética que ao ver as benesses do capitalismo, mudam sua opinião e apoiam o capitalismo em detrimento do socialismo vigente na URSS.


Já no final do filme, tem-se a vitória do protagonista sobre o inimigo soviético, ou seja, a vitória dos Estados Unidos sobre a União Soviética. A cena final conta com Rocky segurando a bandeira americana, tal quando os astronautas ao chegar a Lua. E a vitória americana no conflito fictício também se concretizou em 1991, com a extinção da URSS. Rocky venceu Drago, o destruiu, assim como os Estados Unidos venceu e destruiu a União Soviética: a vida repetiu a arte.


Dado o exposto, fica claro que o cinema hollywoodiano durante a Guerra Fria apresenta um teor propagandístico ideológico. Como forma de representação dessa característica, o artigo apresentou a análise de um filme blockbuster de 1985, o qual consegue cumprir seu papel de propagar o american way of life, além da construção deteriorada do homem soviético e, consequentemente do anticomunismo, herança do macarthismo. Entende-se então que a película é necessária como fonte primária sobre a sociedade americana durante esse período de guerra. Nesse sentido, a análise do micro (“Rocky IV”) consegue ser satisfatória para ter uma noção do macro (visão norte-americana sobre os soviéticos) durante a Guerra Fria.

 

COMO CITAR ESSE ARTIGO


MARQUES, Ana Beatriz Ferreira. O Uso Do Cinema Como Forma De Propaganda Política Em Rocky IV. In:. Revista Me Conta Essa História, a.I, n.07, jul. 2020. ISSN 2675-3340. Disponível em: <https://www.mecontaessahistoria.com.br/post/o-uso-do-cinema-como-forma-de-propaganda-pol%C3%ADtica-em-rocky-iv> Acesso em:

 

REFERÊNCIAS


ALMEIDA, Clara Regina. A Trilogia Rambo: O cinema e a Guerra Fria. Caderno do tempo presente. Sergipe, 2012.


CARVALHO, Diogo. Stalinismo, Cultura e Cinema na URSS. ANPUH- Anais do XXVI Simpósio Nacional de Historia. São Paulo, 2011




NÓVOA, Jorge. “A relação cinema-história e a razão poética na reconstrução do paradigma histórico”. Conferência de abertura do I Congresso Internacional de História y Cyne. O olho da História. N.10, abril de 2008.



RIVAS, Ramon Patrick. História, Esporte e Cinema: o boxe e a Guerra Fria no filme “Rocky IV” (1985). Orientador: Prof. Dr. Victor Andrade de Melo. Rio de Janeiro: UFRJ /IH, 2015. Monografia (Bacharelado em História)


SILVA, Michelly Cristina da. Cinema, propaganda e política: Hollywood e o Estado na construção de representações da União Soviética e do Comunismo em Missão em Moscou (1943) e Eu fui um comunista para o FBI (1951). 2013. Dissertação (Mestrado em História Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.


SILVA, Rodrigo Candido da. Em missão de guerra: os filmes Rambo na era Reagan e a emergência da nova Guerra Fria. ANPUH- XXV Simpósio Nacional de História. Fortaleza, 2009.


VALIM, Alexandre Busko. Imagens vigiadas: cinema e Guerra Fria no Brasil, 1945-1954. Maringá: Edue, 2010.


VALIM, Alexandre Busko. Imagens vigiadas: uma história social do cinema no alvorecer da Guerra Fria, 1945-1954. Niterói, 2006.


Vilella, Pedro. A Jornada do Herói Dublado (PT-BR). 12 de jul de 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Stdko2NIUNI&fbclid=IwAR18QUCrj2SEkrnN1jL4_jya9HS_VTWtS0YEMygJT3ZP3o7gdtEX5jF_kHw Acesso em: 04 de dez de 2019.

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